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Uma batalha decisiva na Região de Guarapiranga

 

                    A briga pelo ouro em Minas Gerais culminou em 1708 com a Guerra dos Emboabas. "Emboaba" ("estrangeiro" em tupi-guarani) era o nome dado pelos antigos aventureiros paulistas, maioria no lugar, aos portugueses e gente de outras regiões do país que iam chegando. Os inevitáveis choques entre os antigos donos do pedaço e os recém-chegados levaram à guerra, vencida pelos emboabas - os paulistas, em menor número, abandonaram a região, indo procurar ouro e pedras preciosas em Goiás e Mato Grosso

          

 

           Pelo fato de terem sido os primeiros a descobrir o ouro, os paulistas queriam ter mais direitos e benefícios sobre este minério que haviam encontrado, uma vez que este, estava nas terras em que viviam. Prova disso foi petição da Câmara de São Paulo, de 7 de Abril de 1700, que requereu que a outorga das terra de Minas Gerais fosse exclusivamente dos paulistas Entretanto, os forasteiros pensavam e agiam diferentemente; estes, por sua vez, eram os chamados emboabas. Os emboabas formaram suas próprias comunidades, dentro da região que já era habitada pelos paulistas; neste mesmo local, eles permaneciam constantemente vigiando todos os passos dos paulistas. Os paulistas eram chefiados pelo bandeirante Manuel de Borba Gato; já o líder dos emboabas era o português Manuel Nunes Viana.

            O primeiro incidente ocorreu em maio de 1707, na região do Caeté, quando um paulista matou um português, dono de uma estalagem em Ponta do Morro. O último combate foi em 22 de novembro de 1709, quando depois de oito dias de violentos combates, os paulistas desistiram de lutar e tomar o arraial onde estavam os emboabas. Mas o conflito ainda estendeu-se até os princípios de 1710.

            Dentro desta rivalidade ocorreram muitas situações que abalaram consideravelmente as relações entre os dois grupos. Os emboabas limitaram os paulistas na região do Rio das Mortes e seu o líder foi proclamado "governador". A situação dos paulistas piorou ainda mais quando estes foram atacados em Sabará. Após seu sucesso no ataque contra os paulistas, Nunes Viana foi tido como o "supremo ditador das Minas Gerais", contudo, este por ordem do governador do Rio de Janeiro.

            Mas o fato histórico importante na região de Guarapiranga foi o combate decisivo da Guerra dos Emboabas entre 1708-1710 tendo como capitão-mor Rafael da Silva e Souza, que agiu com tal prudência, que Diogo de Vasconcelos dá-o como adversário dos emboabas, aos quais teria infringido total derrota, quando atacaram o arraial. Rafael da Silva e Souza, português, homem prudente, de espírito apaziguador, evitou que os paulistas causassem algum mal a Guarapiranga e, da mesma forma, conseguiu que não fosse o arraial destruído, desviando o combate para a região do Bacalhau, na região da fazenda da Cutia, hoje Santo Antônio do Pirapetinga.

            O nobre Rafael da Silva e Souza, temendo que o Arraial fosse incendiado como ocorreu em Sabará, amargavam uma pesada derrota aos emboabas, onde depois deste combate decisivo, houve a intervenção da Coroa e a criação das capitania de São Paulo, separada do Rio de Janeiro e das Minas, onde a paz finalmente prevaleceu

           

Fonte: Emboabas - José Soares de Mello - Governo do estado de São Paulo, 1942.

O índio na história do Brasil - Berta Ribeiro - Editora Global

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